Este tempo de inverno é também o das histórias das lareiras. Sem lareira no piso,  velacô o meu modo de conservar a antiga tradição.

Para me exercitar um pouco com o galês venho de traduzir uma pequeninha história, num estilo muito fácil, para me fazer mais levadeira a minha volta à língua cymrica. É um relato próprio para os cativos. Uma  história breve narrada como se contaria, depois do longo trabalho do ano, um conto à calor da lareira.

Ta tirada duma publicação pensada para falantes de galês em  nível básico ou para o seu uso no estudo da língua galesa dos rapazes na escola. Topara-a numa livraria em Aberystwyth lá a meados dos 90. Assinada na capa por Eiry Palfrey leva por título  Chwedlau Cymru i Ddysgwyr (que quer dizer: Contos galeses para alunos). Gostei do nome da editorial Gwasg y Dref Wen, que quer dizer Editorial da Vilabranca ou Editorial de Vilalba. Um nome que parece evocar uma imagem invernal também! 🙂

A tradução não é totalmente literal. Para evitar repetições mudei por sinónimos e nalgum caso traduço pelo sentido para lhe dar um pouquinho mais de força literária. A sintaxe é practicamente a mesma e é apenas no léxico que procuro formas mais específicas, sempre, isso sim, conservando o significado original.

MADOG E AMÉRICA

Madog é galés. Vive em Gwynedd, filho de Owain Senhor de Gwynedd. Gosta do mar e das naus.

No tempo de Madog há muitas contendas en Gwynedd. Madog não gosta das contendas, quer viver em paz. Assim que ele e alguns dos seus companheiros concertam deixar Gwynedd e irem viver a Eire.

Uma dia de manhã embarca Madog. Ao primeiro houve tempo bonança, mas ao pouco levanta-se um grande escarcéu. O ímpeto do vento é tão rijo que leva os barcos para além de Eire, fora, ao mar aberto.

Madog e os seus companheiros navegam por nove meses sem olharem terra, mas ao fim arribam a um novo país: América. Ninguém de Gales, nem da Inglaterra tampouco, antes acô estivera. Ainda que já há gente que vive aqui: os índios vermelhos.

Os galeses e os os índios vermelhos fazem grande amizade.   Madog gosta do novo país. Há bom tempo e a vida é abastada e não há brigas. E determina de volver a Gales para se prover de mais gente e virem viver à América.

Muitos galeses querem partir com Madog para o novo país. Uma manhã treze naus partem daqui de Gwynedd para navegarem pelo mar oceano e ninguém em Gales mais ouviu sobre de Madog nem os barcos desde aquela.

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